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Deputado Coronel Chrisóstomo relata projeto que protege equipamentos de trabalhadores da mineração

​A Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados aprovou nesta semana um projeto de lei relatado pelo deputado federal Coronel Chrisóstomo (PL-RO), que estabelece novas regras para a destinação de equipamentos apreendidos em operações de combate ao garimpo ilegal e busca garantir segurança jurídica aos trabalhadores da mineração, especialmente os que atuam de forma regular.

Deputado Coronel Chrisóstomo relata projeto que protege equipamentos de trabalhadores da mineração
Deputado Coronel Chrisóstomo relata projeto que protege equipamentos de trabalhadores da mineração (Foto: Reprodução)

A proposta foi apresentada após uma série de operações realizadas em 2025, nas quais, segundo o parlamentar, mais de 350 equipamentos de trabalho foram destruídos pela Polícia Federal. Entre os bens queimados estavam dragas, tratores, aeronaves e outras máquinas utilizadas na atividade mineral, com destaque para a destruição de dragas no Rio Madeira, em Rondônia.


De acordo com Chrisóstomo, a medida causou prejuízos significativos a trabalhadores que atuam legalmente, sem que houvesse esclarecimentos públicos sobre os critérios adotados, a motivação das ações ou a autoridade responsável por determinar a destruição dos equipamentos.


“O que defendemos é segurança jurídica e respeito ao trabalhador que vive da mineração. Não podemos aceitar que equipamentos de alto valor sejam destruídos sem transparência e sem que os responsáveis apresentem justificativas claras. Nosso objetivo é proteger o trabalhador legal e garantir que haja responsabilidade e critérios nas operações”, afirmou o deputado.


O texto aprovado é um substitutivo apresentado por Chrisóstomo ao Projeto de Lei nº 3.758/2025, de autoria do deputado Defensor Stélio Dener (Republicanos-RR). A proposta proíbe a destruição imediata de bens de alto valor apreendidos em ações de fiscalização, como aeronaves, embarcações, tratores e outros equipamentos utilizados em atividades de mineração.

Pelo projeto, esses bens deverão ter destinação social ou econômica, evitando prejuízos desnecessários ao patrimônio e possibilitando o reaproveitamento em benefício da sociedade. A matéria estabelece três alternativas para os equipamentos apreendidos: realização de leilão público, com os recursos destinados a fundos de fiscalização ambiental e recuperação de áreas degradadas; incorporação ao patrimônio público; ou doação a instituições de ensino técnico ou superior, para uso em pesquisa, formação e capacitação profissional.


Segundo o relator, a proposta busca equilibrar a fiscalização ambiental com o uso responsável dos bens apreendidos, evitando desperdício de recursos e garantindo maior transparência nas ações do poder público.


O projeto segue agora para as próximas etapas de tramitação na Câmara dos Deputados.